O futuro do presente

A lebre e a tartaruga

O modelo de negócio inovador que transformou um império na memória de um passado pré-histórico O futuro do presente
A história da Netflix e da Blockbuster
é quase como uma fábula da lebre contra a tartaruga
no plano da transformação digital
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A lebre e a tartaruga

A história da Netflix e da Blockbuster é quase como uma fábula da lebre contra a tartaruga só que no plano das mudanças empresariais e, em última instância, da transformação digital. A Blockbuster começou mais de 10 anos antes, foi adquirida por uma major do mercado de entretenimento por mais de 8 bilhões de dólares 3 anos antes da criação da Netflix. E teve a chance de adquirir a Netflix, com sua operação então inovadora, mas não acreditou no novo formato. Manteve-se presa ao paradigma de vídeo locadoras criado ainda nos anos 70.

Enquanto a Netflix tinha um custo operacional enorme, por conta do envio e retorno dos DVDs por correios sem custo adicional para o usuário final, a Blockbuster operava sem grandes novidades, mas baseada no formato de franquia, cujo letreiro nas grandes lojas e enorme disponibilidade de títulos (cópias físicas dos filmes) garantia a preferência dos usuários.

Em 2001, no entanto, talvez por conta dos atentados de 11 de setembro, que causaram medo e geraram uma maior demanda por serviços em domicílio, o número de assinantes dobra e o serviço mantem índices de crescimento contínuo até atingir o primeiro milhão de assinantes em 2003. Enquanto isso, a Blockbuster expandia internacionalmente para mais de 20 países e mais de 50 milhões de usuários. Em 2007, a Blockbuster, ainda lastreada no mesmo modelo desde os anos 80, chega a 26 países, com mais de 70 milhões de usuários. Neste mesmo ano, porém, a Netflix – que ainda podia ser considerada pequena frente ao gigante dos aluguéis de DVDs – faz a sua transição pro universo digital e começa a oferecer filmes por streaming.

Embora no início o serviço por streaming fosse muito limitado, com apenas uma hora diária de acesso por usuário, o modelo evoluiu rapidamente, na velocidade da indústria de transmissão de dados. E a Netflix que a essa altura tinha parcerias com Warner, Lion's Gate e Columbia e outros gigantes do entretenimento, tornando-se muito mais atraente investiu ainda mais pesado em conteúdos exclusivos de alta qualidade, criando um diferencial que a Blockbuster não conseguiu acompanhar. Além disso, a assinatura do serviço digital, que tem uma operação baseada em comodidade e preço acessível surfa na onda da expansão do comércio eletrônico, do surgimento dos tablets e outras transformações convergentes de hábitos e comportamentos.

Em 2010 a Netflix ampliou as parcerias, incluindo atrações da MGM e da Paramount no cardápio e inicia sua expansão internacional. Em 2011, a outrora bilionária Blockbuster pede falência. A esta altura a Netflix já estava entrando em 43 países da América Latina (o Brasil foi o primeiro da região). Atualmente a empresa está em 190 países. O seu modelo de operações, no entanto, fez com que antigos parceiros estejam se tornando concorrentes: Disney e Fox já anunciaram que criarão canais próprios com os seus produtos.

Pois é, embora as mudanças de mercado existam desde sempre, este exemplo mostra que as transformações digitais são as de maior alcance e geração de valor. Em todos os mercados há espaço para ganhos de produtividade, de vendas e inovação. Tudo começa com um bom diagnóstico. Entre em contato conosco e marque um bate papo.

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No ritmo da transformação #04

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A indústria de bilhões de dólares que se rendeu às imposições da tecnologia digital.

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