O futuro do presente

O taxi dormiu no ponto

Como um mercado que viveu em letargia durante séculos passou à franca ebulição em menos de uma década. O futuro do presente
Esta não é uma história sobre
transportes públicos ou automóveis,
mas sobre como moldamos o futuro a partir das
decisões que tomamos agora

O taxi dormiu no ponto

Se tem uma marca na história dos taxis, é a lentidão com que o serviço evoluiu ao longo do tempo. Hoje, porém, com os aplicativos, o mercado é um dos mais efervescentes do mundo.

Tudo por causa da transformação digital.

Em 1885, surgiu na Alemanha o primeiro automóvel criado com a intenção de ser vendido ao público. 14 anos depois outro alemão usou taxímetros em sua frota. Até o serviço se espalhar pelas principais cidades da Europa e da América, mais 15 anos. Depois disso, a única novidade no segmento foi a rádio táxi, que surgiu nos EUA na década de 1940. Que só foi replicada no Brasil a partir de 1976.

Estas lentidão e acomodação decorriam de um modelo que protegia quem já estava no mercado. O número de licenças de táxi é limitado pelo poder público, o que encarece o preço. Em São Paulo, uma licençasa chegou a custar 300 mil reais. Em Nova York, chegou a 1,5 milhão de dólares - em 2016, porém, por conta dos apps, já era um terço disso.

Hoje em Nova York existem 17.500 taxis, e 21 mil motoristas registrados. Na mesma cidade há 130 mil motoristas de aplicativo.

Enquanto os taxis lutam para se manter relevantes, os próprios aplicativos enfrentam concorrência. A GM aportou meio bilhão de dólares no Lyft e um ano depois lançou o Waymo, que compete com o Lyft. O Moovit indica linhas de ônibus e metrô (mais baratos que os apps) e estima o tempo do percurso. Da Espanha o Movo, de compartilhamento de scooters, começa a se expandir. Aqui no Brasil, a T81, de Recife, disponibiliza mototaxis.

Hoje tudo é tão rápido e surpreendente que nem mesmo o gigante Uber pode se acomodar. Toda essa reviravolta em menos de 10 anos!

O seu negócio pode não ter nada a ver com transporte, mas a lição procede: não há mais estabilidade. E, neste cenário de tanta experimentação e competição há apenas uma certeza: a transformação digital é o caminho para manter-se competitivo.

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No ritmo da transformação #04

No ritmo da transformação

A indústria de bilhões de dólares que se rendeu às imposições da tecnologia digital.

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